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As fontes renováveis expandem-se rapidamente na matriz energética mundial. No
total, os recursos aplicados neste setor atingiram US$ 211 bilhões em 2010, um
aumento de 32% sobre os US$ 160 bilhões investidos no ano anterior, segundo
relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Além
disso, a Agência Internacional de Energia (IEA) estima que o consumo de energia
elétrica produzida a partir de fontes renováveis aumentará 300% até 2035, ano em
que a sua participação na oferta global de energia atingirá 32%, diante dos 19%
de 2008.
Por renovável, entende-se toda energia obtida a partir de fontes que podem ser
naturalmente repostas pelo meio ambiente e cuja operação não se caracteriza pelo
grande volume de emissão de gases que provocam o efeito estufa. Entre elas estão
água, vento, sol, biomassa e geotermia.
A água é, tradicionalmente, a principal fonte utilizada no Brasil para produção
de energia elétrica por meio de usinas hidrelétrica de grande e médio portes – o
que faz com que a matriz elétrica brasileira seja a mais limpa do mundo. Nos
últimos anos, também, outras opções tiveram grande avanço na matriz da energia
elétrica do país, acompanhando a tendência observada no exterior. Entre elas
estão as PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas), que se caracterizam por ter, no
máximo, 30 MW (megawatts) de potência instalada; as usinas movidas a biomassa e
as eólicas.
A expansão e diversificação das fontes renováveis são explicadas por variáveis
de ordem geopolítica, econômica e ambiental. As duas primeiras categorias
relacionam-se à insegurança da oferta do petróleo no curto e médio prazo e as
consequentes alta e volatilidade dos preços que este quadro provoca. Dentre os
fatores ambientais, destacam-se o movimento mundial pela redução de emissões de
gases causadores do efeito estufa (em grande parte provocada pela queima de
combustíveis de origem fóssil e não renováveis) e a grande disponibilidade das
fontes renováveis, que apenas nos últimos anos começaram a ser exploradas de
forma sistemática.
Um exemplo é a evolução do parque eólico mundial, que a partir de 2004 apresenta
taxas médias anuais de crescimento de 23,6% e em 2010 atingiu um total de
196.630 MW de potência instalada, com a construção de 37.642 MW, segundo a World
Wind Energy Associaton (WWEA).
Também contribui para a expansão das Fontes Renováveis a maturidade tecnológica
em alguns nichos de mercado, o que permite a redução de custos para instalação
das unidades de geração e o aumento da eficiência na operação. Esta tendência é
verificada atualmente no segmento das eólicas. No entanto, o mesmo não ocorre em
segmentos como solar, energia das marés ou geotermia, ainda em fase
experimental.
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